Questões por Ano Escolar e Matéria

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9º ano : História - República e séculos XX–XXI Ver questão no Backoffice

"O marechal Floriano encarnava uma visão da República não identificada com as forças econômicas dominantes. Pensava construir um governo estável, centralizado, vagamente nacionalista, baseado sobretudo no Exército e na mocidade das escolas civis e militares. Essa visão chocava-se com a da chamada República dos Fazendeiros, liberal e descentralizada, que via com suspeitas o reforço do Exército e as manifestações da população urbana do Rio de Janeiro..."

(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2013. p. 219)

O texto evidencia tensões entre diferentes projetos políticos durante o governo de Floriano Peixoto. O conflito descrito pelo historiador refere-se ao embate entre:

um projeto centralizador e nacionalista apoiado pelos militares e setores urbanos versus um projeto federalista e liberal defendido pelas oligarquias agrárias.

as propostas socialistas dos movimentos operários urbanos e o conservadorismo monarquista das elites rurais tradicionais.

os interesses da burguesia industrial emergente e as demandas dos trabalhadores rurais por reforma agrária.

o projeto parlamentarista defendido pelo Exército e o presidencialismo autoritário apoiado pelos cafeicultores paulistas.

as reivindicações autonomistas das províncias do Sul e o unitarismo defendido pelas oligarquias do Nordeste.

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Dentre as causas da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), é correto citar:

O avanço do comunismo após a Revolução Russa, as disputas territoriais imperialistas e a Grande Depressão nos Estados Unidos.

O movimento de independência na Ásia e na África, o avanço do comunismo na Europa e as disputas entre Rússia e Alemanha pela Alsácia-Lorena.

A rivalidade econômica entre a Inglaterra e a Alemanha, o avanço do nazifascismo na Europa e a disputa por colônias na Ásia.

As tensões causadas pela corrida imperialista, a disputa territorial entre França e Alemanha e o forte sentimento nacionalista na Europa.

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"A confiança num crescimento econômico que parecia não ter limites levava a população a consumir cada vez mais. Segundo o jornalista William a. Klingaman, "poupar era condenado como algo irremediavelmente impatriótico. Era dever de cada norte-americano comprar o maior número possível de relógios de pulso, enceradeiras, geladeiras, aparelhos de barbear elétricos, bicicletas ergométricas e latas de ervilha".

(BRENER, Jayme. 1929: A crise que mudou o mundo. São Paulo: Ática, 1996. p. 6)

O texto descreve características da sociedade norte-americana na década de 1920, período que antecedeu a Grande Depressão de 1929. A relação entre o comportamento social descrito e a crise econômica que se seguiu pode ser compreendida pelo fato de que:

o consumo excessivo estimulou o desenvolvimento tecnológico e a diversificação da produção industrial, garantindo a sustentabilidade do modelo econômico.

a cultura do consumismo, aliada à especulação financeira e ao crédito facilitado, criou uma bolha econômica insustentável que colapsou com a quebra da Bolsa de Valores.

a ênfase no consumo interno fortaleceu a economia norte-americana, tornando-a imune aos efeitos da crise financeira que atingiu exclusivamente a Europa.

o governo norte-americano implementou políticas de controle rigoroso sobre o mercado financeiro, impedindo a formação de práticas especulativas.

a população reduziu drasticamente seus gastos por desconfiança no sistema bancário, provocando recessão e desemprego antes da quebra da Bolsa.

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(FGV/2003) Em 21 de dezembro de 1941, Getúlio Vargas recebeu Osvaldo Aranha, seu ministro das Relações Exteriores, para uma reunião. Leia alguns trechos do diário do presidente: “À noite, recebi o Osvaldo. Disse-me que o governo americano não nos daria auxílio, porque não confiava em elementos do meu governo, que eu deveria substituir. Respondi que não tinha motivos para desconfiar dos meus auxiliares, que as facilidades que estávamos dando aos americanos não autorizavam essas desconfianças, e que eu não substituiria esses auxiliares por imposições estranhas.”

(VARGAS, Getúlio, Diário. São Paulo/Rio de Janeiro, Siciliano/ Fundação Getúlio Vargas, 1995, vol. II, p. 443.)

A respeito desse período, podemos afirmar:

As desconfianças norte-americanas eram completamente infundadas porque não havia nenhum simpatizante do nazifascismo entre os integrantes do governo brasileiro.

Com sua política pragmática, Vargas negociou vantagens econômicas com o governo americano e manteve em seu governo simpatizantes dos regimes nazifascistas.

Apesar das semelhanças entre o Estado Novo e os regimes fascistas, Vargas não permitiu nenhum tipo de relacionamento diplomático entre o Brasil e os países do Eixo.

No alto escalão do governo Vargas havia uma série de simpatizantes do regime comunista da União Soviética e de seu líder Joseph Stalin.

As pressões do governo norte-americano levaram Vargas a demitir seu ministro da Guerra, o general Eurico Gaspar Dutra, admirador dos regimes nazifascistas.

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O golpe de 1964 marcou o início de mais de duas décadas de Ditadura Militar no Brasil. Sobre esse evento político, é correto afirmar que:

Foi protagonizado por militares do Exército, setor opositor ao governo do então presidente Jânio Quadros.

Depôs o governo de João Goulart, acusado por militares e por setores conservadores da sociedade de defender “medidas comunistas”.

Ao assumir o poder, os militares decretaram imediatamente os Atos Institucionais, como o AI-5, que suspendeu o funcionamento do Congresso e o habeas corpus.

O golpe militar contou com apoio expressivo de trabalhadores e países alinhados ao bloco socialista, em especial Cuba e a União Soviética.

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(Mackenzie/2004) Getúlio Vargas pôde, em 1937, inaugurar um novo governo, conhecido como Estado Novo. Sobre esse período, é correto afirmar que:

era caracterizado pelo exercício da democracia e das liberdades civis, em repúdio às ideias comunistas que ameaçavam a nação, dada a intenção desses grupos revolucionários de chegar ao poder por meio de um golpe.

diante da ameaça comunista, o Parlamento, as Assembleias Estaduais, assim como as Câmaras Municipais, passaram a legislar e a intervir em diversos assuntos da política nacional.

ocorreu a imposição de uma Constituição autoritária, influenciada pelas doutrinas fascistas que vigoravam em algumas nações europeias, o que representou o início de um período de ditadura.

dentro do novo regime, graças à subordinação das corporações sindicais ao Estado, que passou a controlar a ação dos trabalhadores, houve a conquista de direitos trabalhistas, resultado da boa vontade das elites empresariais.

a conjuntura econômica internacional contribuiu para a consolidação do Estado Novo, que, diante da crise que ainda persistia no setor cafeeiro, aumentou o seu papel interventor, buscando solucionar o problema das exportações nacionais.

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A Revolução Chinesa deixou duradouras fissuras na sociedade, na política e no território do país. Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma consequência territorial direta desse episódio.

A divisão entre a China e Hong Kong, este último controlado pela Inglaterra e devolvido para a China somente nos anos 1990.

A separação entre Macau e China, resultado de uma rejeição da antiga colônia portuguesa aos princípios comunistas de Mao-Tsé Tung.

A formação de um governo autônomo em Taiwan, cuja independência não foi devidamente reconhecida pela China.

A tensão entre China e Tibet, sendo que este último reclama sua independência desde o início da Revolução Chinesa.

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Durante a Guerra Fria, o mundo vivenciou uma divisão geopolítica clara entre dois blocos antagônicos: o capitalista, liderado pelos Estados Unidos, e o socialista, liderado pela União Soviética. Essa disputa político-ideológica estendeu-se por décadas, influenciando a política local e internacional em diferentes continentes.

Sobre as características do mundo bipolar durante a Guerra Fria, é correto afirmar que:

Os países europeus mantiveram-se neutros durante todo o período, recusando-se a participar de alianças militares com as superpotências.

A disputa ideológica entre capitalismo e socialismo gerou tensões globais, mas nunca resultou em conflitos armados diretos ou indiretos entre as potências.

Ainda que marcada pelo antagonismo e disputa entre Estados Unidos e União Soviética, a Guerra Fria também apresentou momentos de cooperação tecnológica de blocos rivais. Por exemplo, a corrida espacial ocorria de forma harmoniosa e com compartilhamento de tecnologia entre as principais nações.

A rivalidade entre as superpotências manifestou-se através da formação de blocos militares (OTAN e Pacto de Varsóvia), da corrida armamentista e de conflitos indiretos em regiões como Coreia e Vietnã.

9º ano : Geografia - Foco Europa, Ásia, Oceania e mundo Ver questão no Backoffice

A região do Sahel, localizada no continente africano, é conhecida por sua paisagem árida e semiárida, que se estende da costa atlântica do oeste da África até o mar Vermelho, ao longo da fronteira entre o Saara ao norte e a savana ao sul.

Qual das seguintes afirmações melhor descreve as características do Sahel na África?

Região com abundantes florestas tropicais e grande biodiversidade.

Zona de transição entre o deserto do Saara e a savana tropical, caracterizada por uma vegetação escassa e clima árido.

Área com clima úmido e regular precipitação ao longo do ano.

Planície costeira com vastas extensões de desertos de areia.

9º ano : Geografia - Foco Europa, Ásia, Oceania e mundo Ver questão no Backoffice

A Crise de 1929, também conhecida como a Grande Depressão, representou um colapso sem precedentes na economia mundial. Milhões de pessoas ficaram desempregadas, empresas faliram e a miséria se espalhou em diversos países. Esse cenário revelou os limites da teoria econômica clássica, que acreditava na autorregulação dos mercados. Foi nesse contexto que as ideias de John Maynard Keynes ganharam força.

Considerando a relação entre o Keynesianismo e a Crise de 1929, a proposta central defendida por Keynes para enfrentar crises econômicas como essa era:

A redução drástica dos impostos para grandes empresas, permitindo que elas resolvessem a crise sozinhas.

A eliminação dos salários mínimos para aumentar a competitividade e reduzir custos de produção.

O aumento dos investimentos públicos e dos gastos do governo para estimular a demanda e a geração de empregos.

A total retirada do Estado da economia, permitindo que o mercado ajustasse naturalmente a oferta e a demanda.

A adoção de políticas de austeridade, com corte de gastos públicos e aumento dos juros.

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