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ENEM 2010 : História - Introdução ao Estudo da História Ver questão no Backoffice

As ruínas do povoado de Canudos, no sertão norte da Bahia, além de significativas para a identidade cultural dessa região, são úteis às investigações sobre a Guerra de Canudos e o modo de vida dos antigos revoltosos.

Essas ruínas foram reconhecidas como patrimônio cultural material pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) porque reúnem um conjunto de

objetos arqueológicos e paisagísticos.

acervos museológicos e bibliográficos.

núcleos urbanos e etnográficos.

práticas e representações de uma sociedade.

expressões e técnicas de uma sociedade extinta.

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Substitui-se então uma história crítica, profunda, por uma crônica de detalhes onde o patriotismo e a bravura dos nossos soldados encobrem a vilania dos motivos que levaram a Inglaterra a armar brasileiros e argentinos para a destruição da mais gloriosa república que já se viu na América Latina, a do Paraguai.
        CHIAVENATTO, J. J. Genocídio americano: A Guerra do Paraguai. São Paulo: Brasiliense, 1979 (adaptado).

O imperialismo inglês, “destruindo o Paraguai, mantém o status quo na América Meridional, impedindo a ascensão do seu único Estado economicamente livre". Essa teoria conspiratória vai contra a realidade dos fatos e não tem provas documentais. Contudo essa teoria tem alguma repercussão.
        DORATIOTO, F. Maldita guerra: nova história da Guerra do Paraguai. São Paulo: Cia. das Letras, 2002 (adaptado).


Uma leitura dessas narrativas divergentes demonstra que ambas estão refletindo sobre

a carência de fontes para a pesquisa sobre os reais motivos dessa Guerra.

o caráter positivista das diferentes versões sobre essa Guerra.

o resultado das intervenções britânicas nos cenários de batalha.

a dificuldade de elaborar explicações convincentes sobre os motivos dessa Guerra.

o nível de crueldade das ações do exército brasileiro e argentino durante o conflito.

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A conquista da liberdade pelos afro-brasileiros na segunda metade do séc. XIX foi resultado de importantes lutas sociais condicionadas historicamente. A biografia de Luiz Gama exemplifica a

impossibilidade de ascensão social do negro forro em uma sociedade escravocrata, mesmo sendo alfabetizado.

extrema dificuldade de projeção dos intelectuais negros nesse contexto e a utilização do Direito como canal de luta pela liberdade.

rigidez de uma sociedade, assentada na escravidão, que inviabilizava os mecanismos de ascensão social.

possibilidade de ascensão social, viabilizada pelo apoio das elites dominantes, a um mestiço filho de pai português.

troca de favores entre um representante negro e a elite agrária escravista que outorgara o direito advocatício ao mesmo.

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Em 2008 foram comemorados os 200 anos da mudança da família real portuguesa para o Brasil, onde foi instalada a sede do reino. Uma seqüência de eventos importantes ocorreu no período 1808-1821, durante os 13 anos em que D. João VI e a família real portuguesa permaneceram no Brasil.

Entre esses eventos, destacam-se os seguintes:

•  Bahia -   1808:  Parada do  navio que  trazia a  família real  portuguesa  para  o  Brasil,  sob  a  proteção  da marinha  britânica,  fugindo  de  um  possível  ataque de Napoleão.

•  Rio de Janeiro -  1808: desembarque da família  real portuguesa  na  cidade  onde  residiriam  durante  sua permanência no Brasil.

•  Salvador -  1810: D. João VI assina a carta  régia de abertura dos portos ao comércio de todas as nações amigas,  ato  antecipadamente  negociado  com  a Inglaterra  em  troca  da  escolta  dada  à  esquadra portuguesa.

•  Rio  de  Janeiro  -   1816:  D.  João VI  torna-se  rei  do Brasil e de Portugal, devido à morte de sua mãe, D Maria  I.

•  Pernambuco  -   1817:  As  tropas  de  D.  João  VI sufocam a  revolução  republicana.

GOMES,  L. 1808: como uma rainha  louca,  um  príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil.
São Paulo: Editora Planeta, 2007 (adaptado).


Uma das conseqüências desses eventos foi

a decadência do império britânico, em razão do contrabando de produtos ingleses através dos portos brasileiros.

o fim do comércio de escravos no Brasil, porque a Inglaterra decretara, em 1806, a proibição do tráfico de escravos em seus domínios.

a conquista da região do rio da Prata em represália à aliança entre a Espanha e a França de Napoleão.

a abertura de estradas, que permitiu o rompimento do isolamento que vigorava entre as províncias do país, o que dificultava a comunicação antes de 1808.

o grande desenvolvimento econômico de Portugal após a vinda de D. João VI para o Brasil, uma vez que cessaram as despesas de manutenção do rei e de sua família.

ENEM 2010 : História - Pré-História e Antiguidade Oriental Ver questão no Backoffice
Eu, o Príncipe Regente, faço saber aos que o presente Alvará virem: que desejando promover e adiantar a riqueza nacional, e sendo um dos mananciais dela as manufaturas e a indústria, sou servido abolir e revogar toda e qualquer proibição que haja a este respeito no Estado do Brasil.

Alvará de liberdade para as indústrias (1o de Abril de 1808). In Bonavides, P.; Amaral, R. Textos políticos da História do Brasil.Vol. 1. Brasília: Senado Federal, 2002 (adaptado).

O projeto industrializante de D.João, conforme expresso no alvará, não se concretizou. Que características desse período explicam esse fato?

A ocupação de Portugal pelas tropas francesas e o fechamento das manufaturas portuguesas.

A dependência portuguesa da Inglaterra e o predomínio industrial inglês sobre suas redes de comércio.

A desconfiança da burguesia industrial colonial diante da chegada da família real portuguesa.

O confronto entre a França e a Inglaterra e a posição dúbia assumida por Portugal no comércio internacional.

O atraso industrial da colônia provocado pela perda de mercados para as indústrias portuguesas.

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I  -  Para  consolidar-se  como  governo,  a  República precisava  eliminar  as  arestas,  conciliar-se  com  o passado  monarquista,  incorporar distintas  vertentes  do republicanismo.  Tiradentes  não  deveria  ser visto  como herói  republicano  radical,  mas  sim  como  herói  cívico-religioso,  como  mártir,  integrador,  portador  da  imagem do povo  inteiro.
CARVALHO,  J. M. C. A  formação das almas: O  imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das  Letras,  1990.

I -  Ei-lo, o gigante da praça,/ O Cristo da multidão!
É Tiradentes quem  passa / Deixem  passar o Titão.
ALVES, C. Gonzaga ou a  revolução de Minas.  In: CARVALHO. J.  M.C. A  formação das almas: O  imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das  Letras,  1990.

A 1a República brasileira, nos seus primórdios, precisava constituir uma figura heróica capaz de congregar diferenças e sustentar simbolicamente o novo regime.
Optando pela figura de Tiradentes, deixou de lado figuras como Frei Caneca ou Bento Gonçalves. A transformação do inconfidente em herói nacional evidencia que o esforço de construção de um simbolismo por parte da República estava relacionado

ao caráter nacionalista e republicano da Inconfidência, evidenciado nas ideias e na atuação de Tiradentes.

à identificação da Conjuração Mineira como o movimento precursor do positivismo brasileiro.

ao fato de a proclamação da República ter sido um movimento de poucas raízes populares, que precisava de legitimação.

à semelhança física entre Tiradentes e Jesus, que proporcionaria, a um povo católico como o brasileiro, uma fácil identificação.

ao fato de Frei Caneca e Bento Gonçalves terem liderado movimentos separatistas no Nordeste e no Sul do país.

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O  artigo  402  do  Código  penal  Brasileiro  de  1890  dizia: Fazer nas  ruas e praças públicas exercícios de agilidade e  destreza  corporal,  conhecidos  pela  denominação de  capoeiragem:  andar  em  correrias,  com  armas  ou instrumentos  capazes  de  produzir  uma  lesão  corporal, provocando tumulto ou desordens. Pena: Prisão de dois a seis meses.
SOARES, C.  E.  L. A Negregada  instituição:  os  capoeiras  no Rio de Janeiro:  1850-1890.
Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura,  1994  (adaptado).


O artigo do primeiro Código Penal Republicano naturaliza medidas socialmente excludentes. Nesse contexto, tal regulamento expressava

a manutenção de parte da legislação do Império com vistas ao controle da criminalidade urbana.

a defesa do retorno do cativeiro e escravidão pelos primeiros governos do período republicano.

o caráter disciplinador de uma sociedade industrializada, desejosa de um equilíbrio entre progresso e civilização.

a criminalização de práticas culturais e a persistência de valores que vinculavam certos grupos ao passado de escravidão.

o poder do regime escravista, que mantinha os negros como categoria social inferior, discriminada e segregada.

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Em  nosso  país  queremos  substituir  o  egoísmo  pela moral,  a honra  pela probidade,  os usos pelos princípios, as  conveniências  pelos deveres,  a  tirania da moda  pelo império da razão, o desprezo à desgraça pelo desprezo ao vício, a  insolência pelo orgulho, a vaidade pela grandeza de  alma,  o  amor ao  dinheiro  pelo  amor à  glória,  a  boa companhia  pelas  boas  pessoas,  a  intriga  pelo mérito,  o espirituoso  pelo gênio,  o  brilho  pela verdade,  o  tédio da
volúpia  pelo  encanto  da  felicidade,  a  mesquinharia  dos grandes pela grandeza do homem.
HUNT, L. Revolução FrancesaeVida Privada, in: PERROT, M. (Org). História da Vida Privada: da Revolução Francesa à Primeira Guerra. Vol.4. São Paulo: Companhia das Letras,1991(adaptado).

O discurso de Robespierre, de 5 de fevereiro de 1794, do qual o trecho transcrito é parte, relaciona-se a qual dos grupos político-sociais envolvidos na Revolução Francesa?

À alta burguesia, que desejava participar do poder legislativo francês como força política dominante.

Ao clero francês, que desejava justiça social e era ligado à alta burguesia.

A militares oriundos da pequena e média burguesia, que derrotaram as potências rivais e queriam reorganizar a França internamente.

À nobreza esclarecida, que, em função do seu contato com os intelectuais iluministas, desejava extinguir o absolutismo francês.

Aos representantes da pequena e média burguesia e das camadas populares, que desejavam justiça social e direitos políticos.

ENEM 2010 : Filosofia - Introdução à Filosofia Ver questão no Backoffice

A política foi,  inicialmente,  a arte de  impedir as  pessoas de se ocuparem do que lhes diz respeito. Posteriormente, passou a ser a arte de compelir as pessoas a decidirem sobre aquilo de que nada entendem.
VALÉRY, P. Cadernos. Apud BENEVIDES, M.V. M. A  cidadania ativa.SâoPaulo:Ática,  1996.

Nessa definição, o autor entende que a história da política está dividida em dois momentos principais: um primeiro, marcado pelo autoritarismo excludente, e um segundo, caracterizado por uma democracia incompleta. Considerando o texto, qual é o elemento comum a esses dois momentos da história política?

A distribuição equilibrada do poder.

O impedimento da participação popular.

O controle das decisões por uma minoria.

A valorização das opiniões mais competentes.

A sistematização dos processos decisórios.

ENEM 2010 : Filosofia Ver questão no Backoffice

O  príncipe,  portanto,  não  deve  se  incomodar  com  a reputação  de  cruel,  se  seu  propósito  é  manter  o  povo unido  e  leal.  De  fato,  com  uns  poucos  exemplos  duros poderá ser mais  clemente do que outros que,  por muita piedade, permitem os distúrbios que levem ao assassínio e ao  roubo.
MAQUIAVEL, N. O Príncipe. São Paulo: Martin Claret, 2009.

No  século  XVI,  Maquiavel  escreveu  O  Príncipe, reflexão  sobre  a  Monarquia  e  a  função  do  governante. A  manutenção  da  ordem  social,  segundo  esse  autor, baseava-se na

inércia do julgamento de crimes polêmicos.

bondade em relação ao comportamento dos mercenários.

compaixão quanto à condenação de transgressões religiosas.

neutralidade diante da condenação dos servos.

conveniência entre o poder tirânico e a moral do príncipe.

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