Questões de Língua Portuguesa — 8º ano

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Leia: “O uso excessivo de redes sociais pode prejudicar a concentração dos estudantes, interferindo no rendimento escolar e na realização das atividades diárias. Por isso, é importante equilibrar o tempo online e estabelecer limites para o uso dessas plataformas.” Essa passagem é:

expositiva.

narrativa.

dissertativa.

injuntiva.

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Qual das alternativas representa melhor o objetivo do artigo da Gazeta do Povo?

Instruir sobre como navegar no Google.

Dar conselhos sobre proteção de crianças e adolescentes na internet.

Explicar os perigos dos videogames.

Contar uma história sobre privacidade.

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Um artigo de opinião, diferente de um texto informativo, normalmente:

não usa dados nem exemplos.

apresenta uma visão crítica ou julgamento sobre um tema.

só narra acontecimentos sem análise.

tem sempre mais de três páginas.

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Qual é a importância social dos artigos de opinião?

Divulgar apenas opinião sem responsabilidade.

Apresentar notícias sem análise.

Servir apenas para entreter.

Estimular reflexão e debate em torno de temas relevantes.

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De acordo com a explicação, que tipo de visão a minissérie impõe ao público ao substituir instituições culturais?

Uma visão distorcida das personalidades históricas e da nossa história.
Uma visão neutra e objetiva dos fatos históricos.
Uma visão celebratória e positiva das glórias nacionais.
Uma visão puramente fantástica sem qualquer relação com personagens históricos.
Uma visão pedagógica que complementa museus e escolas.
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Considere a fala do dono do café: “Café com leite só se for sem leite.” Qual alternativa melhor mostra que ele não se importa com a qualidade do produto que serve?

“Café com leite só se for sem leite.”
“Sei dizer não senhor: não tomo café.”
“Tem ali um sujeito comendo coalhada. É feita de quê?”
“Quando é que tem leite? — Quando o leiteiro vem.”
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Questão 1. Qual a opinião do autor em relação à minissérie "O Quinto dos Infernos"?

Tem o propósito de ensinar o que os livros de história não ensinam.

Tem o propósito apenas de divertir o público, sem respeitar a história.

Tem o propósito de alargar a oferta cultural da população brasileira.

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Quando pensamos na perda, furto ou no roubo de um celular, muitas vezes a primeira reação é considerar o prejuízo financeiro. Mas o impacto vai muito além do valor monetário. O celular, hoje, é mais do que apenas um dispositivo tecnológico: ele se tornou uma extensão de quem somos, um repositório dos nossos momentos, memórias e conexões mais íntimas.

Diante desse cenário, o seguro de celular se torna uma ferramenta essencial para mitigar os danos, ao menos no aspecto financeiro. Embora ele não consiga devolver as fotos perdidas ou as mensagens apagadas, o seguro pode fornecer uma sensação de alívio em um momento de estresse. Ele oferece a possibilidade de substituir o aparelho, permitindo que a pessoa foque na recuperação emocional e na restauração dos dados perdidos. Ter um seguro é contar com uma rede de segurança.

A perda ou roubo de um celular é muito mais do que um simples inconveniente. É um golpe emocional que pode nos deixar desorientados e desconectados do que mais importa em nossas vidas. Ao reconhecermos o verdadeiro valor do celular – não apenas como um objeto material, mas como um guardião das nossas memórias e conexões – podemos entender a importância de nos protegermos. O seguro de celular, aliado a boas práticas de backup, oferece uma dupla camada de proteção. Eles não impedem que a perda aconteça, mas garantem que, se ela vier, estaremos preparados para lidar da melhor maneira possível, preservando o que realmente importa: nossa paz de espírito.

(Disponível em https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/o-impacto-emocional-da-perda-ou-roubo-de-um-celular-muito-alem-de-um-aparelho-1.1029598. Acesso em: 10 set. 2024 (adaptado)

Considerando as estratégias argumentativas utilizadas no texto, conclui-se que o seu objetivo é:

enumerar os benefícios do seguro de celular.

expor o valor emocional do celular além do material.

explicar como recuperar arquivos perdidos no celular.

criticar a dependência das pessoas em relação aos celulares.

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A diferença somos nós: a gestão da mudança social e as políticas educativas e sociais é uma importante reflexão realizada pelos professores Stephen R. Stoer e António M. Magalhães, da Universidade do Porto, em Portugal, acerca do atual debate sobre a problemática das diferenças nas políticas sociais e em particular na educação, considerando especialmente o discurso científico sobre a(s) diferença(s) e as relações subjetivadas com/entre diferentes.

Este é um livro belo e apaixonante, que instiga o leitor a refletir sobre o poder incomensurável das “diferenças”, desafia-nos mexendo em velhos conceitos, concepções e vivências, diversas e conflitantes. Diante das reflexões dos autores, somos impelidos a questionar, de que diferença falamos? Somos nós ou os outros os diferentes? Quem é o diferente?

Nesse instigante propósito de desafiar o leitor a (re)pensar sobre a temática “A Diferença Somos Nós”, os autores organizaram o livro em três partes que se inter-relacionam, estabelecendo relações entre as políticas sociais e educativas e a redefinição da “diferença” nos processos de inclusão/exclusão social.

Pela análise de Stoer e Magalhães, a matriz fundadora da escola para todos, pública, monocultural, advém do modelo etnocêntrico que se traduz na perspectiva assimilacionista; o modelo da tolerância traduz-se na perspectiva do multiculturalismo benigno que exprime a escola moderna e sua lógica estruturadora perante as diferenças; o modelo da generosidade é traduzido na perspectiva do multiculturalismo crítico, em que “pensar a diferença, não a partir do seu próprio discurso, mas através do discurso ‘emancipatório’ sobre ela” (p. 142); o modelo relacional não se traduz na perspectiva da ação anti-racista, mas enfatiza que o duplo multiculturalismo crítico/ ação anti-racista não consegue renovar o inter/multiculturalismo, repondo o jogo de relações com a diferença cultural no jogo mais amplo dos processos sociais.

O modelo relacional baseia-se numa forma de agência mais modesta do que a agência da perspectiva do multiculturalismo crítico que, em vez de ser “emancipatória”, é reflexiva, em vez de propor o domínio da mudança, propõe uma matriz tripla para lidar com a mudança social (surfar, pilotar e gerir – referendadas no capítulo 1). Na reflexão de Stoer e Magalhães, neste modelo, as ideias emancipatórias surgem como heterogêneas e conflitantes entre si; pois “(...) pensar as diferenças, não a partir do discurso – sobretudo se ‘científico’ – sobre elas, mas a partir delas, requer uma atitude epistemológica e política renovada que eventualmente é possível encontrar no que temos denominado o modelo relacional.” (p. 142).

Os autores finalizam expressando que este livro contribui para repensar as políticas sociais, em geral, e, particularmente, as políticas educacionais, ressaltando as políticas da diferença. A leitura deste livro possibilita-nos ir além, a (re)pensar a política educacional no/do Brasil: Como estão evidenciadas nas políticas a inclusão social? Como as políticas educacionais estão sendo propostas e implantadas? Com que objetivos? Na tão proclamada gestão democrática, qual o lugar que as “diferenças” ocupam? Como as concebemos? Convidamos o leitor a desfrutar uma leitura belíssima, encadeada, prazerosa, reflexiva e metafórica.
(...)

(Resenha de MELLO, Elena M. Billig e BAIRROS, Mariângela Silveira da obra A diferença somos nós. A gestão da mudança social e as políticas educativas sociais, de Stephen R. Stoer e António M. Magalhães.)

No texto acima, que é uma resenha, qual é a principal estratégia argumentativa utilizada pelas resenhistas para apresentar as ideias dos professores Stephen R. Stoer e António M. Magalhães sobre a diferença nas políticas sociais e educacionais?

Utilização de uma análise crítica para refutar os argumentos apresentados no livro.

Descrição imparcial das ideias dos autores, sem expressar opiniões pessoais.

Exposição das ideias centrais do livro, destacando a relevância do tema.

Comparação das ideias dos autores com outras teorias educacionais contemporâneas.

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Na semana passada, um estudo realizado pelo Instituto do Coração de São Paulo e publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia deu manchete em vários jornais do país. Segundo a pesquisa, pacientes que sofreram infarto do miocárdio e são atendidos pelo Sistema Único de Saúde, SUS, têm 36% mais chances de morrer do que aqueles que são acompanhados por médicos particulares ou de convênios.

Lendo esta frase, leitores, qual é a conclusão que se tira de imediato? Que o SUS não funciona, vocês dirão; que é um sistema ruim, precário. Mas será que é mesmo?

Indo um pouco adiante no trabalho, descobrimos que na fase de internação a proporção de óbitos é praticamente a mesma nos dois grupos. A mortalidade maior em pacientes do SUS ocorre após a alta, quando a pessoa retorna a seu ambiente habitual. E isto enseja uma reflexão não apenas sobre infarto do miocárdio, como sobre o Brasil em geral. Em primeiro lugar, é preciso dizer que, por paradoxal que pareça, uma maior mortalidade por doença cardíaca pode ser um sinal de progresso – um progresso meio estranho, mas progresso de qualquer jeito. No passado, os brasileiros pobres não morriam de infarto, porque nem chegavam à idade em que o problema ocorre: faleciam antes, não raro na infância, de desnutrição, de diarreia, de doença respiratória. A expectativa de vida cresceu, e cresceu nos países ricos e pobres. As mortes por desnutrição e por doenças infecciosas, causadas por micróbios, diminuíram. Mas isso tem um preço. Viver mais não quer dizer viver de forma mais saudável. O pobre hoje tem mais comida, mas é comida calórica, gordurosa – pobre não come salmão nem caras saladas, nem frutas. Pobre fuma mais, e pobre é mais sedendário – passou a época em que trabalho implicava necessariamente movimento e trabalho físico, e academia de ginástica não é para qualquer um. Pobre tem menos acesso à informação sobre saúde, pobre consulta menos, às vezes porque não tem sequer como pagar a condução que o levará ao posto de saúde. Aliás, temos evidências disto em nossa própria cidade de Porto Alegre: um trabalho recentemente realizado pelos doutores Sérgio L. Bassanesi, Maria Inês Azambuja e Aloysio Achutti mostrou que a mortalidade precoce por doença cardiovascular foi 2,6 vezes maior nos bairros mais humildes da Capital.

(...)

Estas coisas não diminuem a responsabilidade dos serviços de saúde, públicos ou privados, ao contrário, aumentam-na. A questão da informação e da educação em saúde hoje é absolutamente crucial.

SUS e sistemas privados não são antagônicos, são complementares. É claro que a tarefa do SUS é muito maior – afinal, o sistema atende cerca de 80% da população – e é mais difícil: este é um país pobre, que tem poucos recursos, inclusive para a saúde. Mesmo assim, e o próprio trabalho o mostra, estamos no caminho. Apesar de tudo, as coisas melhoram

(SCLIAR, Moacyr. É o SUS – ou é a pobreza. Zero Hora. Porto Alegre, 27 jan. 2009, p. 03).

Qual é o principal argumento utilizado pelo autor para explicar a maior mortalidade por infarto em pacientes atendidos pelo SUS?

O SUS é um sistema ineficiente e precário.

A maioria dos pacientes do SUS não recebem tratamento adequado durante a internação.

A maior mortalidade está relacionada às condições socioeconômicas dos pacientes após a alta hospitalar.

O SUS oferece um tratamento mais lento em comparação com os sistemas privados.

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