Questões de Língua Portuguesa — 3º ano EM

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3º ano EM : Língua Portuguesa - Interpretação e Compreensão de Textos Ver questão no Backoffice

            Os números preocupantes sobre a saúde do brasileiro indicam que alguns hábitos alimentares favoreceram o crescimento da incidência dos índices de sobrepeso e obesidade e, paralelamente, de doenças como diabetes e hipertensão arterial. Isso sinaliza que o Brasil precisa reforçar suas políticas públicas para a conscientização sobre alimentação adequada. Entre as diversas ações em curso, merece destaque a questão da rotulagem dos produtos industrializados.


            O “modelo semafórico nutricional”, que indica as quantidades de ingredientes como açúcar, gorduras e sal na parte frontal da embalagem, de acordo com recomendações de consumo diário adotadas em alguns países da Europa e EUA, ou das “figuras geométricas” na cor preta com inscrições como “alto em açúcar” ou “alto em gordura saturada”, adotado no Chile, são algumas das alternativas. Esse seria, segundo alguns representantes do setor, o modelo mais eficiente na transmissão da mensagem ao consumidor. Mas cabe a pergunta: mais eficiente em informar ou em aterrorizar?


Disponível em: www.gazetadopovo.com.br. Acesso em: 11 dez. 2017.



Apoiando-se na premissa de que alguns dados contidos nas embalagens dos alimentos podem influenciar hábitos alimentares, esse texto faz uma crítica a quê?

À forma de organizar as informações nos rótulos dos produtos.

Às práticas de consumo e sua relação com a saúde alimentar do brasileiro.

À relação entre os índices de sobrepeso e determinadas epidemias.

Às políticas públicas de saúde adotadas por países estrangeiros.

Ao desconhecimento da população sobre a composição dos alimentos.

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TEXTO I

             O usufruto de jogos eletrônicos,vinculado à psicopatologia, pode ser considerado um comportamento desadaptativo quando são apresentados sinais de excesso na utilização de tais tecnologias. Isso ocorre quando o comportamento afeta o sujeito de forma que ele se encontre incapaz de controlar a frequência e o tempo diante de um comportamento que anteriormente era considerado inofensivo.

LEMOS, I. L.; SANTANA, S. M. Rev. Psiq. Clín., n. 1, 2012.


TEXTO II

                A maior parte da literatura científica relacionada aos exergames e educação se concentra no potencial do jogo para melhorar a saúde física dos alunos, envolvê-los em atividades sociais e melhorar seu desempenho acadêmico. Resultados de pesquisas recentes também têm mostrado que tais jogos podem contribuir para o treinamento de práticas esportivas e outras atividades envolvendo movimento, ou para o desenvolvimento de habilidades motoras.

FINCO, M. D.; REATEGUI, E. B.; ZARO, M. A. Movimento, n. 3, jul.-set. 2015.


Apesar de interpretarem de forma distinta os jogos eletrônicos, ambos os textos abordam o(a)

doença como foco central.

relação do jogo com o indivíduo.

controle do tempo de uso do jogo.

necessidade de treinamento físico.

envolvimento em práticas coletivas.

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TEXTO I


        Para que seja caracterizada como bullying, e não como uma agressão ocasional, a ação praticada e sofrida pela vítima deve responder a alguns critérios: a agressividade (física, verbal, social) e a intencionalidade do ato, ou seja, o desejo de causar dor e constrangimento; a frequência da agressão, uma vez que o bullying é um ato repetitivo; e a desigualdade na relação de poder, manifestada pela diferença de força física ou social entre o agressor e a vítima.


ABDALLA, S. Bullying na escola: uma ameaça que não é brincadeira.

Disponível em: www.gazetadopovo.com.br. Acesso em: 9 ago. 2017 (adaptado)



TEXTO II





De acordo com as características apresentadas nos textos, depreende-se que o bullying nas aulas de educação física escolar tem sido resultante das 

atitudes constantes de desrespeito à diversidade nas práticas corporais.

lesões provocadas durante jogos de contato por estudantes agressivos.

disputas entre os alunos para ocuparem posições de destaque nas equipes.

assimetrias entre meninos e meninas durante a vivência das atividades propostas.

práticas de inclusão de alunos com menos habilidade motora nos jogos coletivos.

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Amor na escola


        Duas da madrugada. O casal que discute no andar de baixo está tentando aprender. Eles pensavam que era só vestir branco, caprichar na decoração e fazer os convites chegarem a tempo. Mas não. Na escola, até logaritmo nos foi ensinado. Decoramos a tabela periódica. Nos empurraram química orgânica. Mas nada nos foi dito sobre o amor.


GUERRA, C. Disponível em: http://vejabh.abril.com.br. Acesso em: 19 nov. 2014.



Qual é o recurso que identifica esse texto como uma crônica? 

A referência a um fato do cotidiano na vida de um casal.

A marcação do tempo em “Duas da madrugada”.

A descrição do espaço em “andar de baixo”.

A enumeração de conteúdos escolares.

A utilização dupla da conjunção “mas”.

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A invenção de Hugo Cabret


        O livro conta a jornada de Hugo Cabret, um menino órfão que mora em uma estação de trem parisiense, nos anos 1930. Seu trabalho é a manutenção do relógio da estação, porém a tarefa que lhe tem uma importância maior é completar a construção de um autômato — espécie de robô — deixado a ele pelo pai. Junto de sua mais nova amiga, Isabelle, sobrinha do amargo mercador de brinquedos, Hugo embarca em uma enorme aventura em busca de respostas para suas inúmeras perguntas.


        O que chama atenção antes mesmo do início da leitura é o visual do livro. Muito bonito, colorido e simbólico. Brian, além de escrever, ilustrou toda a sua obra. E são essas mesmas ilustrações que constroem o grande clímax ao redor da leitura. O autor simula a experiência do cinema em suas páginas, colocando, por exemplo, páginas pretas no início, representando a escuridão das salas de cinema. Os desenhos, que estão presentes na maioria das páginas, não são apenas ilustrações. São parte complementar da história, pois substituem as palavras em vários trechos.


        Leitura rápida, experimental e muito interessante — ainda mais se você é amante da história do cinema.


Disponível em: www.cantodosclassicos.com. Acesso em: 1 dez. 2017 (adaptado).



Nesse texto, os elementos constitutivos do gênero são utilizados para atender à função social de

explicar para o leitor os acontecimentos da narrativa.

informar o leitor sobre o conteúdo do livro de modo impessoal.

convencer o leitor sobre a tese defendida ao longo da descrição da obra.

oferecer ao leitor uma avaliação do livro por meio de uma síntese crítica.

divulgar para o leitor a obra cuja temática interessa a um grande público.

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E.C.T.


            Tava com um cara que carimba postais

            E por descuido abriu uma carta que voltou

            Tomou um susto que lhe abriu a boca

            Esse recado veio pra mim, não pro senhor


            Recebo craque colante, dinheiro parco embrulhado

            Em papel carbono e barbante e até cabelo cortado

            Retrato de 3X4

            Pra batizado distante

            Mas, isso aqui, meu senhor, é uma carta de amor


            [...]

            Mas esse cara tem a língua solta

            A minha carta ele musicou

            [...]

            Ouvi no rádio a minha carta de amor


CARLINHOS BROWN; MARISA MONTE; NANDO REIS. Cássia Eller.

Rio de Janeiro: Polygram, 1994 (fragmento).



Considerando-se as características do gênero carta de amor, o conflito gerador do fato relatado na letra da canção deve-se à

adequação dos interlocutores à situação de comunicação na carta e na letra da canção.

apropriação das formas de expressão da carta pela letra da canção.

manutenção do propósito comunicativo da carta na letra da canção.

alteração da esfera de circulação específica do gênero carta.

transposição da temática do amor para a linguagem musical.

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Espaço e memória


            O termo “Na minha casa...” é uma metáfora que guarda múltiplas acepções para o conjunto de pessoas, de adeptos, dos que creem nos orixás. Múltiplos deuses que a diáspora negra trouxe para o Brasil. Refere-se ao espaço onde as comunidades edificaram seus templos, referência de orgulho, aludindo ao patrimônio cultural de matriz africana, reelaborado em novo território.


            O espaço é fundamental na constituição da história de um povo. Halbwachs (1941, p. 85), ao afirmar que “não há memória coletiva que não se desenvolva em um quadro espacial”, aponta para a importância de aspecto tão significativo no desenvolvimento da vida social.


            Lugar para onde está voltada a memória, onde aqueles que viveram a condição-limite de escravo podiam pensar-se como seres humanos, exercer essa humanidade e encontrar os elementos que lhes conferiam e garantiam uma identidade religiosa diferenciada, com características próprias, que constituiu um “patrimônio simbólico do negro brasileiro (a memória cultural da África), afirmou-se aqui como território político-mítico-religioso para sua transmissão e preservação” (SODRÉ, 1988, p. 50).


BARROS, J. F. P. Na minha casa. Rio de Janeiro: Pallas, 2003.



Na construção desse texto acadêmico, o autor se vale de estratégia argumentativa bastante comum a esse gênero textual, a intertextualidade, cujas marcas são 

aspas, que representam o questionamento parcial de um ponto de vista.

citações de autores consagrados, que garantem a autoridade do argumento.

construções sintáticas, que privilegiam a coordenação temporal de argumentos.

comparações entre dois pontos de vista, que são antagônicos.

parênteses, que representam uma digressão para as considerações do autor.

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Ela era linda. Gostava de dançar, fazia teatro em São Paulo e sonhava ser atriz em Hollywood. Tinha 13 anos quando ganhou uma câmera de vídeo — e uma irmã. As duas se tornaram suas companheiras de experimentações. Adolescente, Elena vivia a criar filminhos e se empenhava em dirigir a pequena Petra nas cenas que inventava. Era exigente com a irmã. E acreditava no potencial da menina para satisfazer seus arroubos de diretora precoce. Por cinco anos, integrou algumas das melhores companhias paulistanas de teatro e participou de preleções para filmes e trabalhos na TV. Nunca foi chamada. No início de 1990, Elena tinha 20 anos quando se mudou para Nova York para cursar artes cênicas e batalhar uma chance no mercado americano. Deslocada, ansiosa, frustrada após alguns testes de elenco malsucedidos, decepcionada com a ausência de reconhecimento e vitimada por uma depressão que se agravava com a falta de perspectivas, Elena pôs fim à vida no segundo semestre. Petra tinha 7 anos. Vinte anos depois, é ela, a irmã caçula, que volta a Nova York para percorrer os últimos passos da irmã, vasculhar seus arquivos e transformar suas memórias em imagem e poesia.
Elena é um filme sobre a irmã que parte e sobre a irmã que fica. É um filme sobre a busca, a perda, a saudade, mas também sobre o encontro, o legado, a memória. Um filme sobre a Elena de Petra e sobre a Petra de Elena, sobre o que ficou de uma na outra e, essencialmente, um filme sobre a delicadeza.

VANUCHI, C. Época, 19 out. 2012 (adaptado)

O texto é exemplar de um gênero discursivo que cumpre a função social de
narrar, por meio de imagem e poesia, cenas da vida das irmãs Petra e Elena.
descrever, por meio das memórias de Petra, a separação de duas irmãs. 
sintetizar, por meio das principais cenas do filme, a história de Elena.
lançar, por meio da história de vida do autor, um filme autobiográfico.
avaliar, por meio de análise crítica, o filme em referência.
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Mas seu olhar verde, inconfundível, impressionante, iluminava com sua luz misteriosa as sombrias arcadas superciliares, que pareciam queimadas por ela, dizia logo a sua origem cruzada e decantada através das misérias e dos orgulhos de homens de aventura, contadores de histórias fantásticas, e de mulheres caladas e sofredoras, que acompanhavam os maridos e amantes através das matas intermináveis, expostas às febres, às feras, às cobras do sertão indecifrável, ameaçador e sem fim, que elas percorriam com a ambição única de um “pouso” onde pudessem viver, por alguns dias, a vida ilusória de família e de lar, sempre no encalço dos homens, enfebrados pela procura do ouro e do diamante.
PENNA, C. Fronteira. Rio de Janeiro: Tecnoprint, s/d.

Ao descrever os olhos de Maria Santa, o narrador estabelece correlações que refletem a

caracterização da personagem como mestiça.

construção do enredo de conquistas da família.

relação conflituosa das mulheres e seus maridos.

nostalgia do desejo de viver como os antepassados.

marca de antigos sofrimentos no fluxo de consciência.

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O complexo de falar difícil


        O que importa realmente é que o(a) detentor(a) do notável saber jurídico saiba quando e como deve fazer uso desse português versão 2.0, até porque não tem necessidade de alguém entrar numa padaria de manhã com aquela cara de sono falando o seguinte: “Por obséquio, Vossa Senhoria teria a hipotética possibilidade de estabelecer com minha pessoa umarelação de compra e venda, mediante as imposições dos códigos Civil e do Consumidor, para que seja possível a obtenção de 10 pãezinhos em temperatura estável para que a relação pecuniária no valor de RS 5,00 seja plenamente legitima e capaz de saciarminha fome matinal?”.


        O problema é que temos uma cultura de valorizar quem demonstra ser inteligente ao invés de valorizar quem é. Pela nossa lógica, todo mundo que fala dificil tende a ser mais inteligente do que quem valoriza o simples, 99,9% das pessoas que estivessem na padaria iriam ficar boquiabertas se alguém fizesse uso das palavras que eu disse acima em plenas 7 da manhã em vez de dizer: “Bom dia! O senhor poderia me vender cinco reais de pão francês?”


    Agora entramos na parte interessante: o que realmente é falar dificil? Simplesmente fazer uso de palavras que a maioria nao faz ideia do que seja é um ato de falar difícil? Eu penso que não, mas é assim que muita gente age. Falar dificil é fazer uso do simples, mas com coerência e coesão, deixar tudo amarradinho gramaticalmente falando. Falar dificil pode fazer alguém parecer inteligente, mas não por muito tempo. É claro que em alguns momentos não temos como fugir do português rebuscado, do juridiquês propriamente dito, como no caso de documentos jurídicos, entre outros.

ARAÚJO, H. Disponível om: www.diariojurista.com Acesso em 20 nov. 2021 (adaptado)
 

Nesso artigo de opinião, ao fazer uso de uma fala rebuscada no exemplo da compra do pão, o autor
evidencia a importância de(a)

se ter um notável saber jurídico.

valorização da inteligência do falante,

falar dificil para demonstrar Inteligência,

coesão o da coerência em documentos Jurídicos

adequação da linguagem à situação de comunicação

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