Questões de História — 8º ano

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8º ano : História - Revoluções e Brasil Império Ver questão no Backoffice

A partir da expedição colonizadora de Martim Afonso, em 1530, o sistema de administração colonial do Brasil foi o de Capitanias Hereditárias. Sobre esse tema, assinale o que for correto:

Portugal decidiu implantar esse sistema a partir de 1530 com receio de perder o "seu" território, que estava sendo "invadido" por outros povos desde 1500, com a chegada de Pedro Álvares Cabral.

O modelo de capitanias hereditárias foi implantado pelos portugueses no Brasil de maneira inédita. Em momento algum eles desenvolveram uma forma administrativa similar em outro território.

Inicialmente, o território foi dividido em 15 capitanias, com 15 donatários diferentes.

Os povos indígenas locais aceitaram facilmente a entrada dos portugueses e o sistema de capitanias, pois para eles era vantajosa a chegada de povos mais civilizados nessas terras. Dessa maneira eles poderiam entrar em contato com uma cultura e produtos que nunca haviam visto antes.

As Capitanias Hereditárias foram instituídas com o intuito de substituir um modelo anterior de administração do território, o chamado Governo Geral. Influenciados por ideais iluministas, que eram contrários a centralização de poder, o Governo Geral foi visto como ultrapassado pelos europeus. Por isso a iniciativa de separar a colônia entre 12 donatários.

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Qual foi a principal consequência da Guerra dos Mascates?

A independência de Pernambuco.

A prisão dos comerciantes de Recife.

A emancipação política de Recife.

A expulsão dos holandeses.

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“Para além da retórica oficial, os objetivos concretos da colonização revelaram-se muito restritos. Limitavam-se essencialmente a manter a ordem, evitar despesas excessivas e constituir uma reserva de mão de obra, primeiro para transporte de cargas e depois para construção de estradas e ferrovias, mas também para fins comerciais. Na prática, esses objetivos eram atribuídos às funções da administração local, e cumpridos de três maneiras: reforma dos sistemas judiciários, recurso ao trabalho forçado e instituição de impostos pessoais.”

BETTS, Raymond. A dominação europeia: métodos e instituições. IN BOAHEN, Albert Adu. História Geral da África - vol VII - África sob dominação colonial, 1880-1935. Brasília: Unesco, 2010, pp 366-67.

Segundo o texto, é possível afirmar que a presença das potências europeias na África:

Garantiram um desenvolvimento econômico e social para as regiões africanas, tendo em vista a abertura de ferrovias e a exploração responsável de recursos minerais.

Resultaram na exploração dos recursos naturais e na violação dos direitos humanos das populações africanas, em contradição com o discurso civilizatório do processo imperialista.

Permitiram o acesso das populações africanas aos serviços e direitos existentes na Europa, como a ferrovia, a previdência social e as leis de proteção ao trabalhador

Levou ao estabelecimento de um sistema de justiça nos países africanos, que impediu a exploração e a violação das populações locais.

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"Na sociedade capitalista (...) temos um democratismo mais ou menos completo na república democrática. Mas este democratismo está sempre comprimido nos limites estreitos da exploração capitalista e, por isso, permanece sempre um democratismo para a minoria, para as classes possuidoras (...). A liberdade da sociedade capitalista permanece sempre aproximadamente como era a liberdade na Grécia Antiga: liberdade para os escravistas. (...) Devido às condições da exploração capitalista atuais, (...) a maioria da população está afastada da participação na vida político-social."

(Adaptado de: LENINE, V. I. O Estado e a Revolução. In Obras Escolhidas, Volume 2. São Paulo: Editora AlfaOmega, 1980, p. 281)

Neste trecho, a crítica de Lênin à democracia capitalista envolve:

A semelhança entre o conceito de cidadania moderno e o da Grécia Antiga.

O desinteresse da maioria mais pobre em se informar e se envolver com política.

O afastamento da maioria da população dos processos eleitorais e do direito à candidatura.

O fato de a exploração sistêmica impedir a maioria de efetivamente ter participação política.

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Qual dos eventos abaixo NÃO ocorreu durante o Segundo Reinado?

Lei Áurea.

Questão Christie.

Guerra da Cisplatina.

Guerra do Paraguai.

Revolução Praieira.

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(Uece) “O período regencial foi um dos mais agitados da história política do país e também um dos mais importantes. Naqueles anos, esteve em jogo a unidade territorial do Brasil, e o centro do debate político foi dominado pelos temas da centralização ou descentralização do poder, do grau de autonomia das províncias e da organização das Forças Armadas.”

(FAUSTO, Boris. HISTÓRIA DO BRASIL. 2 ed. São Paulo: EDUSP, 1995. p. 161.)

Sobre as várias revoltas nas províncias durante o período da Regência, podemos afirmar corretamente que:

eram levantes republicanos em sua maioria, que conseguiam sempre empolgar a população pobre e os escravos.

a principal delas foi a Revolução Farroupilha, acontecida nas províncias do nordeste, que pretendia o retorno do Imperador D. Pedro I.

podem ser vistas como respostas à política centralizadora do Império, que restringia a autonomia financeira e administrativa das províncias.

em sua maioria, eram revoltas lideradas pelos grandes proprietários de terras e exigiam uma posição mais forte e centralizadora do governo imperial.

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Entre as causas que levaram à eclosão da Cabanagem, podemos citar:

A popularidade de Dom Pedro I entre os senhores de engenho de Pernambuco, que desejavam o retorno do monarca ao trono brasileiro.

O desejo de maior centralização política no Brasil.

A rejeição à Constituição de 1824 e ao poder moderador.

O forte sentimento antilusitano e a imensa pobreza da população cabana no Grão-Pará.

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"Com a Independência, ocorreu uma reversão da antiga autonomia. ʼO centro explorava o sulʼ, denunciavam os rio-grandenses. O Rio Grande virara colônia da Corte, bradavam com indignação os senhores locais, apontando as inovações da política imperial que alteravam a situação do Rio Grande do Sul: a centralização político-administrativa; a discriminação das rendas provinciais remetidas à Corte; a taxação do charque gaúcho. Mas além do desprestígio político e econômico, (...) havia a desvalorização militar da província."

(PESAVENTO, Sandra Jatahy. Fibra de gaúcho, tchê!. Nossa História, São Paulo: Vera Cruz, v.1, n.2, dez. 2003.)

O texto identifica uma contradição na opinião das elites rio-grandenses acerca da Independência do Brasil, consolidada em 1822. Tal contradição manifesta-se por:

A independência ocorreu apenas no sentido político, pois, economicamente, permanecia dependente das potências europeias.

A emancipação do Brasil foi parcial, já que a escravidão continuava a assolar a vida de milhões de afrodescendentes.

Embora a exploração feita pela Coroa Portuguesa tenha se encerrado, as elites imperiais conservaram a centralização política e exploravam as demais províncias.

A manutenção do sistema monárquico representava a manutenção das explorações no Brasil, já que apenas a República garantia a verdadeira liberdade nacional.

A disputa entre as elites liberais e conservadoras no Rio de Janeiro impedia a verdadeira emancipação brasileira, que ocorreria através da ascensão das classes populares ao governo central.

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No ano de 1824, a primeira grande revolta eclodiria em Pernambuco. Conhecida como Confederação do Equador, o movimento apresentava uma pauta política que defendia:

A reunificação do Brasil com Portugal e a abdicação de Dom Pedro I.

O fim da escravidão e um projeto radical de reforma agrária.

A formação de uma república independente em províncias do nordeste brasileiro.

A criação de uma nova Constituição centralizadora e com moldes absolutistas.

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Na tentativa de aumentar suas chances de sucesso, os organizadores da Revolta dos Malês planejaram secretamente uma data ideal para o início da Revolta. Sobre tal estratégia, os revoltosos:

Marcaram o início da Revolta na data da decretação da Derrama, cobrança de impostos forçada que provocava elevada insatisfação na população local.

Almejavam que a revolta ocorresse no fim do Ramadã, período de celebração religiosa muçulmana, numa data que também coincidia com uma importante celebração religiosa católica.

Organizaram-se para que a Revolta ocorresse no Domingo de Páscoa, data de celebração católica e sem importância para o mundo islâmico.

Pretendiam se aproveitar da data da troca do governador local, recém-indicado pela Regência de Diogo Feijó.

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