Questões de História — 8º ano

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2. No contexto da Guerra dos Mascates, o termo “mascates” era usado para se referir aos:

Senhores de engenho de Olinda.

Soldados holandeses.

Comerciantes portugueses de Recife.

Escravizados africanos.

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reprodução fotográfica a obra Tiradentes, de Candido Portinari
TIRADENTES (painel - detalhe). In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obras/83904-tiradentes-painel-detalhe. Acesso em: 13 de agosto de 2025. Verbete da Enciclopédia.
ISBN: 978-85-7979-060-7

O painel de Portinari sobre Tiradentes, produzido na década de 1940, revela características específicas tanto em sua linguagem pictórica quanto em seu conteúdo histórico. A análise da obra permite identificar:

o uso de técnicas impressionistas europeias para criticar sutilmente o autoritarismo varguista.

a adoção estética neoclássica como forma de exaltação dos movimentos populares.

a utilização de elementos barrocos coloniais como forma de resistência cultural ao modernismo.

a incorporação de símbolos indígenas e africanos para valorizar a diversidade étnica brasileira.

o emprego de traços expressionistas e cubistas com temática histórica nacional para construir uma narrativa heroica.

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"O darwinismo social pode ser definido como a aplicação das leis da teoria da seleção natural de Darwin na vida e na sociedade humanas. Seu grande mentor foi o filósofo inglês Herbert Spencer (...). O darwinismo social considera que os seres humanos são, por natureza, desiguais, ou seja, dotados de diversas aptidões inatas, algumas superiores, outras inferiores."

BOSANELLO, Maria Augusta. Darwinismo Social, eugenia e racismo "científico": sua repercussão na sociedade e na educação brasileiras. Revista Educar, Curitiba, n.12, 1996, p.154.

Sobre o darwinismo social e a ciência no contexto imperialista, é correto afirmar que:

O darwinismo social foi uma teoria elaborada por Charles Darwin, na qual defendia que a espécie humana teria indivíduos mais aptos e evoluídos que outros.

O Darwinismo Social foi uma aplicação das teorias de Darwin à espécie humana. Entre outras teorias, seus pressupostos justificaram ideologicamente o avanço imperialista no século XIX.

Teorias científicas como o Marxismo, o Darwinismo Cultural e o Toyotismo estavam diretamente ligadas ao movimento imperialista do século XIX. Entre outros pontos, defendiam o direito dos europeus em tomar territórios estrangeiros, em nome do progresso humano e da luta dos trabalhadores.

As teses do Darwinismo Social fundamentaram as atitudes imperialistas do século XIX, pois pressupunham que a humanidade era uma raça homogênea e idêntica em direitos e características inatas.

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"Deus oferece a África à Europa. Peguem-na, não pelos canhões, mas pela charrua; não pela espada, mas pelo comércio; não pela batalha, mas pela fraternidade. Espalhem aquilo que lhes sobra nessa África, e da mesma forma, resolvam as questões sociais, transformem proletários em proprietários. Vamos, façam! Façam estradas, portos, cidades, cultivem, colonizem, multipliquem-se."

(Discurso de Victor Hugo em 18 de Maio de 1879. IN: FREITAS NETO, José Alves de e TASINAFO, Célio Ricardo. História Geral e do Brasil. São Paulo: Harbra, 2006. p. 533)

O discurso do escritor francês Victor Hugo, proferido no contexto da expansão imperialista europeia do século XIX, revela uma estratégia discursiva característica do período. A análise do texto permite concluir que o autor

defende abertamente o uso da força militar como instrumento legítimo de dominação colonial sobre o continente africano.

reconhece a exploração econômica como objetivo central do imperialismo, rejeitando qualquer justificativa humanitária.

utiliza uma retórica civilizatória para legitimar a dominação europeia, apresentando a colonização como missão benevolente.

condena o imperialismo europeu ao expor as contradições entre os interesses econômicos e os valores humanistas.

propõe uma ocupação africana baseada no comércio, sem qualquer forma de dominação política ou territorial.

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(UNESP) A expansão da economia do café para o Oeste Paulista, na segunda metade do século XIX, e a grande imigração para a lavoura de café trouxeram modificações na história do Brasil, como:

o fortalecimento da economia de subsistência e a manutenção da escravidão.

a diversificação econômica e o avanço do processo de urbanização.

a divisão dos latifúndios no Vale do Paraíba e a crise da economia paulista.

o fim da república oligárquica e o crescimento do movimento camponês.

a adoção do sufrágio universal nas eleições federais e a centralização do poder.

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Ao longo do século XIX, a formação dos países na região da Bacia do Prata foi marcada por uma série de disputas e conflitos. Entre elas, destaca-se o tema da navegação na Bacia do Prata, que envolvia:

O interesse político da Argentina em garantir a livre navegação na Bacia do Prata, favorecendo a entrada de navios estrangeiros no porto de Buenos Aires.

A disputa entre Paraguai e o Brasil sobre o assunto, já que o Brasil era favorável à livre navegação e o Paraguai defendia a necessidade de cobrança de taxas.

O forte interesse dos Estados Unidos e da Inglaterra, países que buscavam expandir a colonização no sul do continente.

O interesse do Brasil e do Paraguai na livre navegação do Prata, enquanto políticos argentinos buscavam a cobrança de uma taxa alfandegária.

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“Foi a Lei de Terras, assinada em 18 de setembro de 1850, durante a regência do Imperador Pedro II. Duas semanas antes, a Lei Eusébio de Queirós determinou o fim do tráfico de escravizados no Brasil. Essas duas leis são interrelacionadas. (...) A nova mão de obra que passaria a vingar no país, a imigrante europeia, representava um risco às elites se ela passasse a possuir terras, pois a estrutura fundiária à época era juridicamente fraca e caótica. (...) Todo novo trabalhador de lavoura, seja ele imigrante ou futuro ex-escravizado, deveria manter-se como mão de obra, jamais poderia tornar-se proprietário.”

(SENO, Pedro. Lei de Terras de 1850. Revista Hoje na História, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – USP, São Paulo, 18 set. 2023. Disponível em: https://www.fflch.usp.br/114395. Acesso em: 22 ago. 2025.)

A inter-relação entre a Lei Eusébio de Queirós e a Lei de Terras de 1850 demonstra a estratégia das elites brasileiras de:

Promover a modernização da agricultura através da atração de imigrantes europeus qualificados tecnicamente.

Garantir o controle sobre a estrutura fundiária durante a transição do trabalho escravo para o trabalho livre.

Estabelecer um sistema jurídico mais rigoroso para regulamentar as relações de trabalho no campo.

Criar condições favoráveis para a integração social dos ex-escravizados como pequenos proprietários rurais.

Fortalecer a economia nacional através da diversificação da mão de obra e da redistribuição de terras.

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"[Os] lanceiros (...) eram homens, escravizados (...) atraídos pelos farroupilhas com a vaga promessa de liberdade. O processo de negociação que permitisse ao Império anistiar os farrapos esbarrava num obstáculo: a devolução dos negros aos seus donos. Alguns líderes farroupilhas temiam uma rebelião se esses homens traídos permanecessem no Rio Grande. Outros simplesmente se envergonhavam com a situação. Era preciso se livrar desses incômodos aliados. Porongos resolveria o problema ceifando vidas. Ainda cairiam prisioneiros 120 homens. Aqueles que não conseguiram fugir, uns 77, foram enviados para o Rio de Janeiro, mais tarde, na barca Triunpho da Inveja, onde se tornaram escravos da nação, alugados para todo tipo de serviço."

(SILVA, Juremir Machado da. Lanceiros negros: projeto resgata história de escravizados traídos na Revolução Farroupilha. National Geographic Brasil, 24 jun. 2022. Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2022/06/lanceiros-negros-projeto-resgata-historia-de-escravizados-traidos-na-revolucao-farroupilha. Acesso em: 30/10/2025.)

O episódio narrado no texto revela uma contradição fundamental no final da Revolução Farroupilha, evidenciando que:

Os líderes farroupilhas priorizaram os interesses coletivos em detrimento da reconciliação com o Império, mantendo os lanceiros negros livres.

O Império Brasileiro buscou conciliar todas as partes envolvidas no conflito, inclusive os lanceiros negros, que receberam oportunidades de trabalho dignas no Rio de Janeiro e em outras partes do território nacional.

Os ideais republicanos e de liberdade proclamados pelos farroupilhas não se estenderam aos escravizados que lutaram em suas fileiras, sendo estes traídos no processo de pacificação.

A batalha de Porongos representou uma vitória militar decisiva dos lanceiros negros, que conquistaram sua liberdade através do combate. Esse sucesso seria replicado mais tardiamente na Guerra do Paraguai, que também contou com ampla adesão de cativos.

O massacre ocorrido contra os lanceiros negros foi uma solicitação direta das elites imperiais brasileiras, que desconfiavam do viés abolicionista defendido pelos estancieiros rio-grandenses.

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O Período Regencial (1831-1840) é considerado um dos momentos de maior instabilidade política no Brasil durante o século XIX. Neste contexto, diversas revoltas eclodiram em diferentes regiões do Brasil, entre elas, a Balaiada. Sobre esta revolta, assinale a alternativa que melhor descreve suas causas:

O descontentamento com a política de impostos cobrados sobre o charque, favorecendo a importação de produtos de outros países da América do Sul.

A fundação da Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e do Maranhão, que criou um monopólio comercial elevando os preços das mercadorias na região.

A criação da Lei dos Prefeitos na província, vista como excessivamente centralizadora pelos opositores, e a desigualdade social na região.

O objetivo central era libertar os escravizados africanos da cidade de Salvador, sendo uma revolta organizada por cativos de origem muçulmana.

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Qual é o papel atual da escrita hieroglífica maia para o conhecimento sobre os antigos povos maias?

Continua sendo uma fonte importante de conhecimento sobre os antigos maias
Não tem mais valor histórico relevante
Serve apenas para fins turísticos e ficcionais
É usada apenas em rituais modernos sem aplicação científica

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