Questões de História — 8º ano
"E o ambiente na Bahia continuaria esquentado, mobilizando também as...
"E o ambiente na Bahia continuaria esquentado, mobilizando também as camadas médias, os militares e o povo pobre urbano. Persistia um claro sentimento antiportuguês, oriundo do fato de esse grupo monopolizar o comércio e ocupar altos postos administrativos, políticos e militares. Os ânimos se acirraram ainda mais com a renúncia do regente Feijó, em 1837, e com o projeto da lei de interpretação do Ato Adicional, o qual tolhia, ainda mais, a autonomia provincial.
(SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 257-8)
A Sabinada (1837-1838) inseriu-se num contexto de instabilidade política e social do Brasil regencial. Com base no texto, as principais causas do movimento revolucionário baiano foram
a defesa da abolição do tráfico de escravos e a redistribuição de terras entre a população pobre da província.
o apoio à centralização monárquica e a rejeição às reformas liberais implementadas durante o período regencial.
a contestação à presença britânica no comércio baiano e a defesa do protecionismo econômico provincial.
o ressentimento contra o predomínio português em setores estratégicos e a insatisfação com a limitação da autonomia provincial.
a reivindicação pela independência definitiva da Bahia e a criação de uma monarquia provincial autônoma.
"Os balaios tinham objetivos políticos claros, que se inseriam no...
"Os balaios tinham objetivos políticos claros, que se inseriam no contexto Regencial em que viviam e dialogavam com a própria experiência comum a todos os grupos envolvidos. Ou seja, na ausência do rei – que tradicionalmente representava uma proteção – restava apenas os abusos dos proprietários. Com a formação do Estado nacional, os ricos das diversas províncias foram alçados à elite governativa, oprimindo sem limites a população pobre."
(COSTA, João Paulo Peixoto. Indestrutível Balaiada. Revista Impressões Rebeldes, Ano 11, n. 2 (jul-dez), 2023. Disponível em: https://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/revista/indestrutivel-balaiada/. Acesso em: 27/01/2026)
De acordo com o texto, a participação popular na Balaiada pode ser explicada pela:
Percepção de que, sem o rei para proteger o povo, as elites locais passaram a oprimir ainda mais a população pobre da província.
Vontade de restaurar o domínio português na região, pois os colonizadores eram considerados mais justos com os trabalhadores pobres.
Necessidade de expulsar os comerciantes estrangeiros que controlavam a economia e exploravam os trabalhadores do Maranhão.
Revolta contra o fim da escravidão, que estava prejudicando os pequenos proprietários e trabalhadores livres da região.
Na sociedade Inca, qual foi o papel geral da religião e dos rituais?
Na sociedade Inca, qual foi o papel geral da religião e dos rituais?
Leia os dois artigos abaixo, extraídos da Declaração dos Direitos...
Leia os dois artigos abaixo, extraídos da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 26 de agosto de 1789.
"Artigo 1º: Os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos. As distinções sociais não podem ser fundamentadas senão sobre a utilidade comum.
Artigo 6º: A lei é a expressão da vontade geral. Todos os cidadãos têm o direito de concorrer, pessoalmente ou pelos seus representantes, na sua formação. Ela tem de ser a mesma para todos, quer seja protegendo, quer seja punindo. Todos os cidadãos, sendo iguais aos seus olhos, são igualmente admissíveis a todas as dignidades, lugares e empregos públicos, segundo a capacidade deles, e sem outra distinção que a de suas virtudes e talentos."
Ambos os artigos introduzem, na política, o princípio de:
Renda universal
Nacionalidade
Cidadania
Livre circulação de pessoas
Um dos principais pensadores liberais foi John Locke (1632-1704),...
Um dos principais pensadores liberais foi John Locke (1632-1704), filósofo britânico que dedicou parte de suas reflexões às liberdades e aos direitos naturais dos seres humanos. Para Locke, esses direitos naturais envolvem:
O direito à vida, à propriedade e à liberdade.
O direito ao trabalho, à igualdade social e ao voto.
O direito de ir e vir, ao estado mínimo e à igualdade racial.
O livre-pensar, a universalidade do ensino e o direito do consumidor.
“Outro método empregado para causar impacto sobre a Europa era...
“Outro método empregado para causar impacto sobre a Europa era menos violento. Tanto o ritual como a arte e a arquitetura podem ser vistos como instrumentos de auto-afirmação, como a continuação da guerra e da diplomacia por outros meios. A imagem do rei como patrocinador magnífico e munificente das artes recebeu grande ênfase durante o reinado de Luís XIV. Como seus papéis político e militar, também este foi mitificado. Nas palavras de um de seus artistas oficiais, (...) Luís "fizera nascer, ou formara, a maior parte dos homens ilustres que foram o ornamento de seu reinado".
(Adaptado de: BURKE, Peter. A fabricação do rei: a construção da imagem pública de Luís XIV. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1994. p.83-84)
Durante o século XVII, sob o reinado de Luís XIV (1643-1715), a França consolidou-se como potência hegemônica europeia através de diversos mecanismos de poder. Segundo o texto, o patrocínio real às artes durante o reinado de Luís XIV tinha como principal objetivo:
Estratégico, afinal, participava da construção de uma imagem pública do monarca enquanto um benfeitor da cultura e das belas-artes.
Diplomático, pois a magnificência artística dos artistas franceses atraía nações de regiões estratégicas para os franceses, como a América e o Extremo Oriente.
Político, tendo em vista que a produção dessas obras permitia o abandono de outros recursos para a legitimação do rei, como a religião e a propaganda.
Econômico, já que o patrocínio real às artes estimulava o desenvolvimento de manufaturas de luxo e atraía artesãos especializados para a França.
Militar, visto que o financiamento de monumentos e pinturas que exaltavam conquistas territoriais servia como propaganda para o recrutamento de soldados.
Sobre os países que apoiaram o movimento de independência das...
Sobre os países que apoiaram o movimento de independência das antigas colônias da América Espanhola, está correto afirmar que:
A França foi uma das mais importantes aliadas do movimento, tendo em vista que estava em guerra com a Espanha.
A Inglaterra recusou apoio político e diplomático às nações que lutavam por independência, já que estava dedicada à guerra contra Napoleão.
Os Estados Unidos apoiaram o movimento de independência com o intuito de expandir sua influência no continente e construir uma América livre de colonização europeia.
Interessado em enfraquecer seu rival ibérico, Portugal ofereceu apoio financeiro e logístico ao movimento de independência.
No Brasil, entre a revoltas que foram influenciadas pela Revolução...
No Brasil, entre a revoltas que foram influenciadas pela Revolução Francesa podemos destacar:
Revolta de Beckman
Revolta dos Alfaiates (ou Conjuração Baiana)
Guerra dos Emboabas
Guerra de Canudos
6. Qual foi a principal consequência da Guerra dos Mascates?
6. Qual foi a principal consequência da Guerra dos Mascates?
A independência de Pernambuco.
A prisão dos comerciantes de Recife.
A emancipação política de Recife.
A expulsão dos holandeses.
"As roupas usadas pelos rebeldes, os abadás, também foram usadas...
"As roupas usadas pelos rebeldes, os abadás, também foram usadas como prova de pertencimento à “sociedade malê”. Sobre esses abadás, assim falou o escravo Bento: ʼNa sua terra são ornadas com elas as gentes grandes, as quais se entendem rei e seus fidalgosʼ. Nesse depoimento registra-se a etiqueta do vestuário na hierarquia da antiga pátria, a distinguir os poderosos dos homens comuns. Aquele tipo de indumentária seria, em 1835, representativo do status de chefe do movimento."
(Revolta dos Malês. Impressões Rebeldes. Disponível em: https://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/revolta/revolta-dos-males/. Acesso em: 8 mar. 2026.)
De acordo com o texto e seus conhecimentos sobre a Revolta dos Malês, o uso dos abadás demonstra que:
Os revoltosos buscavam se mimetizar à cultura europeia para passar despercebidos pelas autoridades de Salvador.
O movimento possuía uma organização interna própria, na qual o vestuário servia para identificar lideranças e manter hierarquias de origem africana.
O uso dessas vestimentas era obrigatório para todos os escravos da Bahia, independentemente de participarem ou não da revolta.
As roupas eram inspiradas no estilo barroco católico, demonstrando o desejo de conversão dos malês ao cristianismo.